Não (René) Descartes
Não paro de sonhar, sou ser avulso
Neste universo inconstante eu abuso
De tudo sou muito intenso, não recluso
Tenho sangue quente sou eu parte luso
Mas vim deixar um beijo com carinho
E se lembre com teus versos sempre ouso
E de mim, pode esperar muito, não confuso
Sei bem o que quero alegrar-te assim infuso
Pois sei da tua sabedoria e não gostamos
De seres pequenos e que são obtusos
E nos pensamentos femininos difusos
Que te percorrem a mente voe e seja
Na descida como um eterno parafuso
Não use o cartesianismo, sendo isto lei
Não verifique tudo, deixe de analisar
Seja plural e não sintetize
E acabe com esse jeito de enumerar
Vamos mais e viver e socializar
Assim seremos conclusos
Ulisses Reis®
29/01/2011
Para Helena Castelli
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