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domingo, 19 de junho de 2011

Poeira

Poeira

No céu as estrelas viajavam
E na mente meu pensamento
Com elas travavam conversas
Que o paralelo entre ser e Star
É uma questão de poeira agregada
Aqui minha substancia e finita
As estrelas concisa e relevante
Mas não para todo o sempre
E no futuro, misturas somos parentes!
Já viajei com um pingo dessa genética
Por milhares de planetas alguns desertos
Outro como aqui com animal faminto
De conhecimento e afeto não geométrico
E as minhas irmãs do escuro Universo
Vigiam com o que o homem nelas desperta
A consciência não evoluída dispersa
E para o infinito só a poeira minha e delas

Ulisses Reis®
16/06/2011

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Pé no chão

Pé no chão

Há quantos anos não ando descalço
Sentir o chão do interior de mim mesmo
Lembrar da terra batida e cheirosa
Da poeira que vinha sem doenças
De todas as minhas lindas crenças
De corre atrás de pipa e pular muro
De subir no telhado e quebra telha
Do velho Guido Italiano bonachão
De correria no matagal, saltar sobre o rio
Queria eu voar com o vento varonil
Foi eu moleque sapeca e juvenil
Queria eu voltar descalço a caminhar
Mesmo que seja agora na areia do mar
Sentir as ondas na canela e com você par

Ulisses Reis®
16/06/2011

Para Mariza Alencastro 

Avenidas e Pontes

Avenidas e Pontes

Para atravessar a vida
Criamos pontes e avenidas
Onde podemos caminhar
E ter onde encontrar o destino
Sozinho ou acompanhado
Em retas profundas ou curvas finas
Em grandes espetáculos
Ou pequenos e belos teatros
Prestar atenção no detalhe
Dos mais simples e quase invisíveis
Aos grandes e monumentais momentos
Cresci lendo o que meus olhos viam
Nunca esqueço o sabor do sorvete de 65
Aquele morango divino e caseiro
E os rios e córregos, fiz pontes
Para o outro lado a rua vizinha
Para o Estado de Minas mais cozinha
Quindim e Tutu e a gostosa Cachaça
Ainda estou na larga e arborizada avenida

Ulisses Reis®
16/06/2011

Para Mariza Alencastro

A Moça

A Moça

Era moça, mas não de família
Mas tinha virtudes de uma rainha
Nunca se deixou enganar, virtude
Pois sabia o que vira depois da juventude
Então se resguardou e estudou
Virou enfermeira e nunca se doou
Tinha uma índole não questionável
Com todos sempre foi amável
Não se tocava na boca de namorado
Mas a mão de leve ficou apaixonada
E por ele foi amiga e confidente
Ele era moço que muito trabalhava
Juntaram dinheiro e construíram a vida
Tinham paixões sempre suspiravam
E a faculdade os dois se uniram
Casamento sem muitos artifícios
Pois a labuta continuava como oficio
Na formatura os dois dançaram muito
E até aqui tudo de bom, não reclamavam
E a sorte e o esmero trouxeram o que amavam

Ulisses Reis®
16/06/2011

Para Mariza Alencastro 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Dínamo


Dínamo

Vagam estrelas na noite
Onde tu desfruta o vento
Na escuridão macia do verão
Tens na alcova a paixão
Que sublime ser em comunhão
Vagam nos porões da memória
Coisa que são solúveis e táteis
Inatingível ser que flutua no ar
Que eu mesmo respiro ao andar
Busca de um lugar de calma
Onde o pensar seja balsamo
E tua linda imagem dínamo
Que impulsiona o viver
Da cores e sabores eu derramo
E tua felicidade tu reclama

Ulisses Reis®
14/02/2011

Para Mariza Alencastro

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Canto

Canto

Casa que canta
Para teu encanto
Somente ela existe
Pois de outra forma
Muda seria sem canto
Violinos floridos divinos
Que lhe deixam alegre
E assim a vida fica fácil
Para que teu sorriso
Ilumine a rua, nela bailam
Pequenas e lindas obras
De um escultor, Degas
E a tua volta bailarinas
Vestidas de sedas e renda
A ti proclamam alteza

Ulisses Reis®
14/02/2011