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domingo, 19 de fevereiro de 2017

Muita Pimenta

Muita Pimenta

Eu luto em construir no meu coração
Tudo que aprendi sozinho quase vil
Para o lixo, se você não aparece e anima
Deixando meu ser florir com palavras
Em atitudes, sempre fronteiriça nos unir
Pelo pequeno gesto de longe assistir
Com a percepção existente a imagem
De mulher solitária e que usa e sabe
Ser detentora de um poder sem igual
Onde homens e mulheres caem aos pés
Solicitando que diminua a pressão
De estar e ser com a solidão par e cumplice
Venha e não me perca no labirinto único
Que se tornou meu e teu mundo caótico
Traga me mais dos teus laboriosos sabores
Que administra feito bruxa e loba ardente
Tudo bem se você coloca muita pimenta
Sou macho alfa teu tempero eu aguento

Ulisses Reis®
18/02/2017


Loba Alimento

Loba Alimento

Quando ti vi com esse olhar loba sou alimento
Dessa forma sensual e poderosa sem sofrimento
O destino lhe trás com força de mulher com argumento
De quem vem para mostrar a verve e sem regulamento

Pois não se deixa ficar presa a pseudo sentimento
Quer o concreto na poesia e também no envolvimento
Então ataca com olhar magnifico de deusa e discernimento
Causa na chegada, como madura que é não tem lamento

Do passado só quer a sabedoria e a folia novo descobrimento
E assim é fera, é loba alfa que domina ou faz estrangulamento
Dos seres impuros ou impróprios quer sim distanciamento
Então vem olhando feito animal carnívoro, mas com cometimento

Ulisses  Reis®
18/02/2017


Lábios no Sábado

Lábios no Sábado

Desse jeito dois sorrisos de olhos e lábios
Um todo azul que me trás algo novo e sábio
O outro com contornos de batom hoje é sábado
Com formas de menina sapeca sai e fecha o tráfego

Não me hipnotiza que estou dirigindo no sábado
E o transito para e você passando atrapalha o tráfego
Sorrindo desta forma magica e sensual nos lábios
Acaba com todos os incultos e também os sábios

Então no meio do passeio para e fita no espelho os lábios
Para ver se o batom brilha, mas deixa um ar para sábios
De que hoje está diferente é paixão a vida num sábado
E que nada mais importa atravessa pelo meio do tráfego

Se mostra deslizante no ar com corpo para praia é sábado
Na areia com homens e mulheres anda no meio desse tráfego
De pessoas douradas, mas sem esse azul e vermelho nos lábios
Se banha e joga o cabelo para trás deixando flutuando o sábio

Ulisses Reis®
 18/02/2017

Escultura

Escultura

Adora essa escultura que faz na academia
E com renda fica tão bela que olhar domina
De todos e sabe que chama atenção e combina
A cor do cabelo, boca e a branca renda, ensina

Ser de uma luxuria e fogosidade sem ser extrema
Pois para você vulgaridade sempre foi e será problema
Vinda de si mesma nunca, dos outros no ato reclama
Pois sem educação nenhum ser se aproxima sem algema

Ulisses Reis®
18/02/2017

Deslizo

Deslizo

Deslizo nos teus cabelos negros, feito brisa
Deslizo na tua pele linda branca e precisa
Deslizo feito creme no teu rosto sou feitiço
Deslizo no teu olhar, sou imagem e a ti atiço

Deslizo cada centímetro das tuas curvas de seda
Deslizo na tua boca como um batom, quero que seda
Deslizo como um homem no teu corpo és vereda
Deslizo em ti, nuca e dorso corrente de agua é vereda

Deslizo e assim desagua em forma de femea e princesa
Deslizo e transforma-se em uma deusa com toda realeza
Deslizo e vem formosa com dengo e sem nenhuma sutileza
Deslizo e desfalecemos pois juntos temos maior surpresa

Ulisses Reis®
18/02/2017

Para Jana Cruz

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Reflexo


Reflexo

Trás a mim esse teu ser em duplicidade languida
Estatua de carne viva de mármore bem definida
Que venha a tua forma no espelho vejo invertida
Não me parece que esta bem no reflexo ainda
Pois tua calda, rabo ou bunda ao vivo é mais linda
Como pode ser universal tua beleza sempre impar
Que degusto a distancia nas fotos luxuria meu par
Conduzindo cada sentido no reflexo a me excitar
Transparente é tua libido no veneziano espelho
Que não mostra tua ânsia de ser puta nem pentelho
Da tua vulva escondida, mas a linha curva da bunda

Ulisses Reis®
13/02/2017


Luz exuberante

Luz exuberante

Onde esta teu pensamento, saudades de ti aqui olhando
Venha e volte a ser a mulher ativa e continue viajando
Como nesse olhar de lado onde esconde o ser iluminando
O desejo de lhe ver só em sorriso e argumentando

Podes deixar que um sorriso largo lhe tiro e abuso
Do poder de escrever-te novamente um poema uso
Para que sinta a felicidade de saber-te bem no fuso
Dos horários diferentes que a distancia me faz recluso

Mas nos lindos lábios finos volte a passear e a visitar
Amigos não somente mas deixando inspiração brotar
Novamente em tua mente inteligente argumento atar
Quero-te bela vislumbrando um céu azul para acatar

Os sentidos altivos de uma mulher que sabe linda
Ter em tua essência e amago com maturidade vinda
Das aulas que a vida lhe deu tudo em ti brinda
Volte para ser sempre uma luz e exuberância benvinda

Ulisses Reis
13/02/2017


Narcisismo


Narcisismo

Sempre Narciso em ti travestido
Em reflexo é bandida sem vestido
Tens uma calcinha de fitas preta
Mas não vejo peito ou mesmo teta
Só curvilíneas, resolução refletida
No universo solitário, cristalizada
Tua masturbação é pela imagem
A própria fome de sexo é selvagem
Pois como um animal humano goza
Vislumbrando tua beleza é fogosa
Desfruta de si mesma macia superfície
Do corpo de mármore quente se deleita
Com dedos e mão percorre cada faceta

Ulisses Reis®
13/02/2017


Para Mariângela

lhos anuncia

lhos anuncia

Esse teu sorriso nos olhos anuncia
Que por trás vem uma mulher madura
Que gosta de ser amiga e mesmo dura
Com quem não tem respeito pronuncia

Uns lábios rosados veem e se proclama
Aos que não lhe conheça bem tua beleza
Que internamente sustenta com altiveza
Então não seja mal educado assim clama

Não quer renuncia de ser mulher e ter libido
Fica aflita pelos outros seja mais você mesma
Deixa fluir ainda a luxuria viva não tema
Ai vai conquistar, amores e sabores exibindo

Tua verve que ainda podes usar e ferve
Aos homens que a rodeiam sempre tem alguém
Com esse sorriso se solte e vá a luta a quem
Mereça uma luta justa é trabalho sem greve

Ulisses Reis®
13/02/2017


Declaração

Declaração

Provoca em mim muita inspiração
Deixa fluir uma parcela assim na visão
De tudo que se pode contigo ou não
Quero aqui deixar-te flerte virtual então
Deixo os sentidos alerta não é em vão
Somente quero ler teu sorriso consagração
Para que seja sempre e novamente unção
Como antes vinha e deixava um olá amarração
De um ir e vir de amizade e musa depuração
Onde cada palavra escrita tem que ter ação
De movimento e vida de dentro do teu coração
Sorria sempre pois teus lábios lindos beijão

Ulisses Reis®
13/02/2017


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Visconde e Jah


Visconde e Jah

Mas também leio você num reggae compassado
Um cigarro de Jah e você dançado na fogueira
A beira mar ou em Visconde de Mauá cachoeira
Na brasa um peixe que deixei lá, serve-te assado
Teu corpo a luz contra e tua roupa transparente
Devagar teus movimentos são para mim parente
Noite adentro sozinhos somos feitiços é bruxa
Pois temos um lado de vadios e vamos a ducha
Não para esfriar, pois o reggae segui solto, só beijar
Debaixo de uma agua fria na escuridão do mato
Vem pra mim teu lobo-cachorro, nos braços agarro
Dançando juntos a outros na agua o som Jamaicano
Muito melhor agora que qualquer norte-americano
Tua pele branca chama minha libido junto a luxuria
Que vaza pelos poros do teu ser dançando, fuma ai
Deixa o deus Jah invadir teus pulmões, peruana vai
Escuta a musica levando num jeito magico
Teu corpo e o meu, molhados e grudados logico
Não me solta mais é cedo depois larica
Ai o peixe degustar com um pouco de tequila lírica

Ulisses Reis®
10/02/2017

Para Mariângela

Sentidos acuados

Sentidos acuados

Desfila parada, desfila assim calada
Vem sem se mexer muito gostosa alada
Me parece flutuar com um ar de deusa
Branca e linda que pele magica e não usada
Mas me engana que eu admiro tua façanha
Pois tua carne fica distante de uma boa picanha
É mais alva que a Vênus de mármore puro
Quero-te assim maravilhosa, corpo duro
Amo cada curva de beldade e singularidade
Caio de amores por cada pelo negro igualdade
Onde passo a mão sinto o calor da epiderme
Como se fosse um ser ilusório me serve
Que seios magníficos e mamilos equilibrados
Que colo logico e que púbis endiabrados
Me beija logo e deixa a fala para depois do almoço
Quero teus sentidos acuados feito lobo em alvoroço

Ulisses Reis®
09/02/2017
Para Mariângela

Tradição & Ruptura

Tradição & Ruptura

Você imóvel parecendo um ser muito especial
Tuas curvas são feitas de efeito quase espacial
Me deixa dançando como os lobos em espiral
Cada detalhe como os músculos finos da coxa
Fazem de ti um misto de BB king e sua musica
Com um som definido e impar você é a musa
Nunca deixando que as notas repitam frouxa
Sendo você inspiração e a total respiração
Desenhando nos acordes da vida atribuição
És desenho de Matisse e Renoir impressionista
Tem um sei lá o que de Gala de Dali surrealista
Sim exatamente linda com teu pelo vitage
Sim com teu apelo maduro e selvagem
Ilumina minha vida-inspiração com tradição
E eu te trago o mais louco ser, eu a ruptura

Ulisses Reis®
10/02/2017
Para Mariângela

Vanda Vacina

Vanda Vacina

Com blusa de renda e boca vermelha
Com unhas pitadas e coxas inteira
Quase deusa com lábios de fogo
Revela tua mais louca vontade e gozo

Não deixe sozinha essa mulher faminta
Nunca a ti mesmo ó menina farsa  ou minta
Desenrole a vida, venha e a mim alucina
Pois tu és de longe e sempre vacina

O que mais escrever sobre tal corpo
Que aqui deixa poeta e um moço
Imaginando a desventura que a lua
Assistiu no passado você nua e crua

Ulisses Reis®
09/02/2017
Para Vanda Leal

Moleka Atrevida

Moleka Atrevida

Mesmo que seja só imagem metade
Não me importa onde esta ou tua idade
Que venha solta e lucida deidade
Quero que sinta o desejo igualdade
Pois você chama atenção de verdade
Cadê a mulher que tem vontade
Que sabe mudar de ares e diversidade
Então me mostre imagens com liberdade
Assim poetizo um ser lindo com maturidade
Te espero com a luxuria devida e a vaidade
Com ar de moleka atrevida e fogosidade

Ulisses Reis®
09/02/2017
Para Suzana Guimarães

Aragem

Aragem

No deserto do meu corpo, coração oásis
Mas o amor de verdade é agua pura
Que sempre vem em chuva fina na base
Dos meus sonhos que voam feito miragem
Na noite fria e gelada me serve de aragem
Com meus sentidos trêmulos sou de fase
Às vezes sexo ruidoso e ranger dos dentes
Outras gemidos medidos , mais ardentes
Sem memorias na areia fumegante ruge
Como fera que nesta estação surge
Assim nada de gelo evaporando só
Eu aguentando teus desejos sem dó

Ulisses Reis®
09/02/2017
Para Lou Albergaria

Serie : PESSOAS E ESQUINAS   10

Crime

Crime

Na manha o crime de abstinência piscou
Será falta de ter e de dar tu anunciou
Deixou passar a chance de gozar falhou
Interrogado teu corpo a ti solicitou
Mais verve e que a fogosa  intimou
Nos devaneio o ser mulher reclamou
Instinto mesmo prenha, revelou
Embriagada e desaforada tesão inflou
Faz parte da vida, querer o prazer, amou
Mas aqui a luxuria é que ressuscitou

Ulisses Reis®
09/02/2017
Para Lou Albergaria
Serie : PESSOAS E ESQUINAS   09

Feitiço de Sereia

Feitiço de Sereia

Neste sorriso belo deito e me deleito
Este rosto brejeiro. quero eu você no leito
Onde sua boca rosada beije-me com jeito
De menina do interior. saber fazer o coito

Quero teu olhar delicioso azulando o ar
Que venha feitiço do céu, me fazer lar
Nunca deixando as diferenças abusar
Seja você mesma sereia ou mulher brilhar

Deixe teus cabelos negros iluminando
A luz de uma lua linda me acarinhando
Saindo do mar a noite nua excitando
Enroscando cada fio luxuriando

Ulisses Reis®
09/02/2017

Para Kity Araújo

Isadora 16 anos

Isadora 16 anos

Na barrica uma lua cheia
No ventre menina inteira
Na barrica um sonho a beira
No ventre Isadora que venha
Na barrica sem pecado alheia
No ventre ser de luz permeia
Na barrica esta cheia de veia
No ventre um parto de prenha
Na barrica volume e mel
No ventre chute que se freia

Ulisses Reis®
09/02/2017
Para Lou Albergaria
PESSOAS E ESQUINAS   08

Amar a mártir


Amar a mártir

Entre mil vidas a dar
Mil vezes você daria
A boca a beijar-me
A língua a entrelaçar
Os olhos a me flertar
Os braços enroscar
As mãos a tatear
Meu corpo ao teu
Como só você daria
Daria tudo e a muitos
Seria dada e mal falada
Gozaria ao dar de dia
Na noite orgasmos e cio
Faríamos a mártir
Ou amar-te

Ulisses Reis®
09/02/2017
Para Lou Albergaria

Serie : PESSOAS E ESQUINAS   07

Frutar

Frutar

Aproveito tuas palavras para te olhar
E usando uma imagem tua, teu frutar
Pois teu olhar frutifica algo como mar
Um olhar distante de dezembro  no ar
Como alguém que procura vislumbrar
Necessidades básicas como ir e andar
Num lugar magico que é o teu pensar
Ninguém realmente é clone e auxiliar
E aqui na distancia só importa é amar

Ulisses Reis®
08/02/2017
Para Suzana Guimarães

Deitada no linho

Deitada no linho

Deslizo meu corpo sobre o teu branco e maculado
O que a outros parecerá não verdade, és vadia
Tem puta a pele marcada pela luxuria e gozo
Com a língua sorvo teus mamilos rosa e tesos
Se contorce e pedindo mais se mostra solta
Sobre esse lençol de linho te acaricio a boca
 E nos teus lábios cravos beijos alucinógenos
Coisa de louco e canalha, em ti enfio dedos
Onde e quando tu pedes, vadiamos na cama
Deixamos de lado a sua burguesa dama
Tu também és linda e tem curvas assimétricas
Elaboradas num coito de madrugada
Pois pertence à noite e se deita na alvorada

Ulisses Reis®
08/02/2017

Para Mariangela

sábado, 28 de janeiro de 2017

Tempo Inconsciente

Tempo Inconsciente

O tempo passa é faz melhorias não comente
Mas tua figura agora me faz e ler fico contente
Então o tempo só serviu para madura corrente
Que me trás e me faz inspirar teus verso quente
Sem reclamar sete anos se passaram, nunca ausente
Pois teu livro leio sempre ficou na mente
Desse que te escreve uma serie obviamente
Com releituras previas pagina por pagina ferozmente
Então deixe o tempo de lado e diga como vai a ente
A menina que agora é mais que moça adolescente

Ulisses Reis®
11/01/2017
Para Lou Albergaria

Serie PESSOAS E ESQUINAS   06

Vida

Vida

A vida não é linda ela é impura
A vida ri e se diverte na cara
A vida não duvida ela divide
A vida dança musica sem som
A vida encalha e a chuva lava
A vida é suja  e surge agora
A vida se deixa levar
A vida gostosa aproxima
A vida germina adivinha
A vida bebe vinho sem par

Ulisses Reis®
11/01/2017
Para Lou Albergaria
Serie PESOAS E ESQUINAS   05 

Pau de sebo e goiabeira

Pau de sebo e goiabeira

Faltei ontem, fui contigo me lambuzar
Num pé de goiabeira é tempo de trepar
Fluir, repensar e  animar é deixar-se saciar
Gritar ao encontra um bicho dentro vociferar
Sorrir ao tentar subir no pau de sebo realizar
Coisas que quando criança era enroscar
E quanto mais se escorrega mais prazerar
Nada de chegar ao topo, só goiaba saborear
Nada se só trepar mas sim no meio chegar
No sebo ficar suja e rir e que trepe onde deixar
Tua fantasia que seja castelo de vidro não parar
Mesmo que derreta e vire areia na praia vá nadar
E leve isso muito a serio para Deus te salvar

Ulisses Reis®
11/01/2017
Para Lou Albergaria

Serie PESSOAS E ESQUINAS   04

Sei quem é

 Sei quem é

Se me toca meu calor transpassa
Ao me lamber vias sorver o que te alça
Mesmo que venha sem roupa, não só calça
Peito aberto, mamilo meu dente certo valsa
Vai dançar de peito ardente, um pouco salsa

Não precisa olhar pra te ver

Toca-me e vai também receber paixão
Usa tua língua estou nu traz teu tesão
Agora a calça deixa abaixar tão bão
Mamilo esquerdo reclama sem razão
Ao dente alho e salsa tu é refeição

Não precisa olhar pra te ver

Sem te tocar, me diz prazer em rever
Tua língua nos lábios diz prazer em viver
A calça no chão mostra prazer em remover
Os mamilos tesos são prazer ao se mover
Rebola na salsa e macarrão ao dente prover

Não precisa olhar pra te ver

E só ler e reler e a ti toco muita luxuria
E na tua língua enrosco a minha com fúria
Agora toda sem as calças é nua prepara a putaria

 
Os mamilos e exibem e os seios eu gostaria
Ao som da salsa o peito a boca e te beijaria

Não precisa olhar pra te ver

Ulisses Reis®
11/01/2017
Para Lou Albergaria


Serie PESSOAS E ESQUINAS    03

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Pessoas Cruas, Esquinas Nuas

Pessoas Cruas, Esquinas Nuas

Há em todos os lugares ruas e mais ruas
Onde anda as tuas meninas de dentro suas
As que saíram e tem as que entraram nuas
Que habitam as tuas “pessoas e esquinas” cruas
Até aqui na cidade que vivo te enxergo são tuas
Entradas que deixas-te livre, saídas que tu possuas
Assim cruzam umas as outras tem altas gruas
Que possibilitam uma visão distante das naus

Cheias de mulheres assim ditas profanas e das ruas
Elas sempre fizeram na praça ou no mato das suas
A fertilidade sem consciência as exibiu sempre nuas
Mas com o tempo o sêmen a vida é servidas cruas
Volta a si mesma e aguenta do outro a loucura tuas
Com carinho e sensibilidade escolhe quem as possuas
E erguida como um magico pedaço de carne em gruas
E largada em porões numa viagem ao capitãs das naus

Onde homens das ruas, usam e abusam das suas
Meretrizes ou mães que como a natureza estão nuas
Servem da possibilidade homem é descartável cruas
Nas pessoas tuas, nas esquinas que tu possuas
Eleve-me na verdadeiras gruas
E vamos navegar outra vez nas duas naus

Ulisses Reis®
11/01/2017
Para Lou Albergaria
Serie PESSOAS E ESQUINAS    02