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domingo, 30 de janeiro de 2011

Sublevação

Sublevação

Ao se Submeter o que realmente há
Um ser se entrega de corpo inteiro
A tudo que for consensual, até alma
Mas do outro lado quem recebe
Tem muito mais responsabilidade
Não pode ser fraco ou se desviar
Tem que ter atitude e saber Subverter
Tudo que aparentemente é valor
Não pode somente ter libido e ardor
Neste caminho vai se notando mudanças
Pois a Submissão na verdade é revertida
Pois quem depende para se impor
Não consegue viver sem o objeto
Se acostuma a ter e refazer, dizer
Tudo do próprio desejo e tem que produzir
Luxuria e muito tesão, sem limites. vazão
Pois vai perdendo a razão da situação
E o objeto se torna mais importante
Que o objetivo da proposta Sublime
Da entrega total e o prazer em obedecer

Ulisses Reis®
20/01/2011

Para Carol

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Diamante


Diamante

Essa é a Catlin que sempre admirei
Não estive presente eu sei , mas observei
Teu jardim a espera, tem espinho também
Mas você se fortalece a cada dia que vem
E as mudanças sempre são para melhor
Ninguém na zona de conforto vai bem
E você é um exemplo de altiva
Sempre estive contigo não é agora
Que vou deixar de dizer
Não é a primeira pedra
No caminho que escolheu trilhar
Mas a cada quase tombo
Um ser grande e crescido
Esse diamante que tu és brilha
Mais que antigamente
Assim tua mente se prepara
Para dias mais belos e lindos
E tenha certeza disso
Tudo valeu a pena

Ulisses Reis®
29/09/2010

As marcas


As marcas

Com olhos marejados
Pois tuas lagrimas
Correram, foram muitas
E assim os deixaram
Azulados, reflexo
Cor do lindo céu
Do mar que banha
E nas tuas entranhas
As amarras e marcas
Da tua entrega lasciva
Mas que ama e acalanta
No encanto da tua doma
Onde absorve os ensinamentos
Onde encontra o teu destino
E na vida de submissa
Teu corpo reza a tua missa

Ulisses Reis®
29/09/2010

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Aos pés


Aos pés

Tua entrega me aquece
Pois nela vejo o sentimento
Sem que nada peça
Esse desejo diferente
Da entrega aos meus pés
Que nunca desobedece
Que vem e me enriquece
Com a força do lamento
Que sabe que virá
De um jeito ou de outro
Nas tuas maneiras enlouqueço
O sentimento cresce
Na tua mão manuseio
Na tua boca beijos e despejos
Tudo de mim que te aquece
Engole satisfeita e sorrindo
Pois de mim terá aos pés
Abrigo

Ulisses Reis®
21/09/2010

sábado, 21 de agosto de 2010

Bonita corda



Bonita corda

Essa corda no lugar exato
Acorda e desperta o desejo
Cada volta da corda em ti
Acorda em mim um Senhor
Essa corda que te envolve
Devolve a mim tudo de ti
O prazer de reter, derreter
No movimento sutil, útil
Faz do teu corpo servil
Essa corda presa a presa
Não, eu te dou, não sou vil
Essa corda nos teu pelos
Poucos, mas são apelos
Não só dos meus anseios
Mas do teu prazer ao andar
Sentir-se presa a mim não (a)corda
Vem anda de lá pra cá
Movimenta e mostra delírio
Deixa-me ver a corda entrar
E de ti teu melado atar
Essa corda é bonita
Em ti arte e enfeite
Vou te amarrar

Ulisses Reis®
15/08/2010

Para Pat Sensualissima

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Arte na mesa


Arte na mesa


Venho trazer-te presente
Uma faixa negra e larga
Que combina com tua pele
E teus dourados cabelos
Quero vendar você e fazer
Senti os outros sentidos
Audição musica calma
Olfato mirra e almíscar
Tire esses panos fique nua
Venha e na mesa teu altar
Onde será gostosa obra de arte
Agora as cordas de algodão
Shibari e você minha unção
Você arrepios e sensações
Tua vulva se mostra úmida
Pois começa a ter muito tesão
Começo com Shinju
Que envolve teus seios
Bem amarrados um soutiem
Assim delicado e belíssimos
Com isso muito mais sensíveis
Ficam tesos os mamilos
O tato depois será usado
Agora o que mais me deixa
Como Senhor muito satisfeito
Sakuranbo que passa e excita
Lábios da vulva já muito aflita
E um nó vai estratégico
É um aviso, encima do clitóris
Passo pela cintura, e tua bunda
Que tem desenho arredondado
Pois na academia é bem tratada
Aperto bem, com isso tem
Prazer no movimento ao andar
Se veste e vamos passear
Quero ver teus olhos marejar
No meu ouvido vai confessar
A cada gozo que não segurar
Pois são meus os teus orgasmos
E depois ao retornar vais receber
Meus mais safados e carinhosos
Será uma entrega total e calma
Pois vou te usar de cada lado
Até eu ficar cansado e farto
Ai tua boca vai me limpar
E quem sabe se bem chupar
Outra vez teu rabo vou me alojar
Agora sim estou refestelado
Aos meus pés onde será deixada

Ulisses Reis®
25/07/2010
Para Pat - Sensualíssima

segunda-feira, 12 de julho de 2010

SubPensante



SubPensante

Encerrou uma etapa, livrou-se do passado
Agora são cores novas e elas não são
Mentirosas
Sem falso moralismo, vais encontrar
A dor e realismo
Precisa ser o que sempre foi, forte e decidida
Pois vai te acontecer coisas e a pele fica ardida
Mas nem tudo a atribulação
Tem devaneios e pensamentos em ação
Sim ser inteligente pode assustar a muitos
Pois não são bons ou ótimos só abusam
Ai surge você SubPensante, que indaga e ajuda
Isso para todos não é relevante
E não vai deixar a solidão de consumir
Em pensantes lembranças, vai é realmente
Esquecer
Pois não valorizaram o que em ti é atraente
Seu jeito beligerante agora será teu fortificante
Mas o que te parece interessante
Para mim pode não ser excitante
A decisão tem que ser uníssono
Não haverá mais discussão, mesmo para uma
SubPensante
Agora ser 7/24 para mim é muita besteira
Pois não estamos na Idade Media
Temos vida, somos e estamos
Contemplação pela natureza
Literatura e muita exposição
Fotografia por paixão e uma SubPensante
Que como eu vem pela contra-mão
Que maravilhosa descoberta, de alguém
Que está duas vezes fora do padrão
Já viu Pensante que é pura inspiração
Para esse que te achou e agora regula a
Respiração

Ulisses Reis®
20/06/2010

domingo, 13 de junho de 2010

Seu coração



Seu coração

Sinto teu coração quente
Sua vida alegre mesmo carente
Teu pulso me da o compasso
Eu e você livre no espaço
De lençóis de linho
Perfume que emana de mulher
Coisa que não se esquece
E o nosso coração
Também aquece
Tudo em nos é emoção
Pois bati forte nos dois
Paixão
Teu sentimento me enobrece
Não lamentais mais, pois
Tua ilusão esta sem razão
Dos loucos momentos prazeres
Que hoje lembra são fatores
Do enigma que a vida transcende
Teu coração é quente

Ulisses Reis®
28/04/2010


Para a Submissa 

Libido


Libido

Como todo ser, mas com beleza impar
Você é única minha querida, com teu
Brilho feito para alastrar
No Universo tens um ar diferenciado
Esta aqui para sonhos alimentar
E quem sabe às vezes me almoçar
Estrela sempre forte a me alvejar
Com sensibilidade e feliz conquistar
Sendo uma mulher romântica aguçar
Não podes viver do que te deixou amachucar
Use tuas dores e poesia para se libertar
De tudo que tenha ou vem amargurar
Nada de deixar o peito anacronizar
Tens teu coração e sentimento para amparar
E assim com beijos molhado e gostoso alvejar
Com ar puro na frente abra o ângulo
Para tua busca amplificar

Ulisses Reis®
27/04/2010

Para Submissa 

Um Jeito de Chegar


Um Jeito de Chegar

Foi na noite passada depois de ler
Que senti a saudades de ti
Não havia sono e já era tarde
Minha leitura queria o tato
Mesmo distante queria o fato
No céu escuro da madrugada
Não restava estrela, um pano escuro
Cobria o infinito, não era meu plano
Mas sempre ha estrela, eu que não vejo
Talvez o meu desterro, talvez eu me atrevo
Não me deixe assim a espera
Pois minha paciência espreita
Não se renova rápido é lenta
Sempre tem jeito, chegue mais perto
Deixa eu ver teu corpo e andar
Quero saber de ti ao me olhar
Com o brilho da lua minguante
Assim te assisto por muitos instantes
No silencio da noite restante

Ulisses Reis®
26/04/2010


Para a Submissa 

terça-feira, 1 de junho de 2010

Sub


Sub


Nas pontas dos meus dedos
Não terá só fascínio e desejo
Haverá a dor e meu prazer
Vou fazer teus dentes ranger
Mas nenhum ruído ouvir
Só se meu desejo requerer
Nas pontas dos meus dedos
Teus relevos vão suar
Os mamilos tesar
Mas tu ira sempre esperar
Com ansiedade e feliz
O meu ser te dominar
Domar cada passo e olhar
E nunca diretamente me fitar
Pois minha Sub faz meu delírio
E sempre será rasteira
Seu maior atrevimento
Me beijar


Ulisses Reis®
23/04/2010

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Dom


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Dom
Não preciso falar
Logo vem cá
Venha me alimentar
Com tua boca beijar
Não sinto culpa em amar
Quero você inteira nua
Para meu deleite causar
Vira se mostre me cura
Com tua vivacidade
Em lamber e gostar
Deixa-me em fogo
Para depois saciar
Em ti com carinho
Isso é mentira
Não vai chorar
Depois do inicio acostuma
E vais requebrar e no ritmo
Rebolar
Deixa essa fêmea
Que dentro me tem
Delirar

Ulisses Reis®
21/09/2009