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sexta-feira, 28 de março de 2008

Seduza-me


Seduza-me


Cuida do meu corpo, pois é do teu uso, escreva nele tuas caricias, rascunhe teus desejos, descubra o relevo que te agrada, e nele ancore, junte-se e se contorça, faz dos gemidos sinfonia, das unhas violação, do meu sangue unção.
Cuide de mim completo, em ti homem, faço de mim teu animal, estime e afague, deleite e resuma, consuma e descarte, deixa a tatuagem do teu corpo marcado no meu, tire-me sussurros e gemidos, ria dos meus medos, aporte nos meus flancos, aperte onde dói, mastigue onde coroe, exija romantismo devagar, seja dona desse que é teu lar,nesse duelo mágico e gostoso seja plena a dona.
Nos meus lábios morenos, tome o que é seu, queira e seja rosa, sinta e seja jasmim, sinta se rainha de mim, nas nuances do céu me ame, pétala por pétala, mesclando todos os sabores que minha boca possa colher, faça-me coletor dos teus prazeres, faça-me teu instrumento, pois sabe que tenho muito sentimento, seja maestrina faça-me partitura da tua opera destino, faça-me corda de violino, seduza-me ao extremo, menina!


Ulisses Reis®
26/003/2008

Assim te quero


Assim te quero

Fada e faceira
Moleka feiticeira
Dama ardente
Incoerente
Lagrima de palhaça
Esboço de criança
Mansa gargalhada
Agua de rosas
Pontinha de tempestade
Bicho de arco-íris
Lenda delicia
Fácil ao meu sorriso
Sangrando esquisito
Mensalmente mulher
Pássaro solto
Guerreira ao vento
Amante valente
Mulher nua
Em noites
Calientes

Ulisses Reis®
26/03/2008

sábado, 8 de março de 2008

Minha dona


Minha dona

Penso em você menina
Eu animal quase louco
Vejo teu corpo
Escapa o humano
Fica só a fera
Que desloca macias
Coxas da menina
Traça um caminho
Lambe entranhas
Degusta sabores
A torna felina
Pois teu requebrado
Me chama pra ti
Quero você menina
Já sou fera abatida
Pelo calor dos teus seios
Pelo sabor da boca
Teus gemidos intensos
Meu tesão feroz
Só tu domas
É minha dona

Ulisses Reis®
05/03/2008

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Fisiológico


Fisiológico

Faminto e sedento
Sede dos beijos tomados
Fome do teu corpo salgado
Sede de língua safada
Fome de perigosas curvas
Sede de ouvir tua voz
Fome daquilo que grita
Sede de nuca arrepio
Fome de lânguida posse
Sede de olhar de menina
Fome da mulher deitada
Sede de escutar tua musica
Fome da chuva contigo
Sede do teu cheiro
Fome do teu olhar
Sede da tua foz
Fome do teu andar
Sede dos teus cabelos
Fome de te carinhar
Sede de saber que existe
Fome da tua risada
Sede do teu pensar
Fome do pós amar
Sede do chuveiro frio
Fome perto ficar
Sede do não ciúme
Fome de tuas luzes
Sede de não acabar
Fome te tocar
Sede dos meus desejos
Fome a combinar
Sede a saciar

Ulisses Reis®
13/02/2008

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Rubrosa


Rubrosa

Loirinha magrinha
Tu és minha branquinha
Seios pequeninos
Face rubrosa
Dengo gostoso
Fala macia
Menina voraz
Mulher desenhada
Cheio de manhas
Gata caseira
Seduz com olhar
Convida a amar
Degusta teu macho
Deságua no mar
Sou teu riacho
E te faço reinar
Sou teu capacho
Suave pisar
Esquadro compasso
Vem centralizar

Ulisses Reis®
06/02/2008

Diluido


Diluido

Neste verão triste, minha’lma
Quero teu sol, colher teus beijos
Como flor no jardim da vida
Na vida nunca fui rebanho
Sempre desgarrado, veloz iluminado
Na viagem é seda teus seios
Na vida espinhos tuas unhas
Neste verão com chuva
Deito e te sonho
Sonho e te vejo
Vejo e te pego
Ao pegar me entrego
No amar sou preso na prisão sou paixão
Passional sem razão
Visceral instituído
Instinto diluído

Ulisses Reis®
06/02/2008

Sobra do mento


Sobra do mento

Como é sobra, possivelmente
Não vou usar logicamente
Nada favoravelmente
Vou seguir ocasionalmente
Sempre ociosamente
E furiosamente
Assim sutilmente
Será conscientemente
Sábio e exponencialmente
Com tudo livremente
Somos diariamente
Felizmente
Com você amavelmente
Onde recentemente
Fomos unidos completamente
E artisticamente
O amor claramente
Ficou concretamente
De um jeito musicalmente
Seja funcionalmente
E conclusivamente
O amor facilmente
Sempre atentamente
Afago juntamente
Entusiasticamente
Felinamente
Adoravelmente
Tudo gentilmente

Ulisses Reis®
03/02/2008

Branquinha


Branquinha

Fiz uma viajem
Entre Enéas Marques e Pato branco
Queria encontrar olhos azuis cor do infinito
Ao chegar, na Julio Assis fui procurar
Andei pra lá e pra cá, você não estava lá
Amei cada arvore e muitas eram
Na Praça Suplicy, sentei e vi gente passar
E o Calçadão agitado esta
Aonde vou te procurar
No bairro do Horto, não esta
No Industrial nem pensar
Olho a Escola Alvorada
Ou vou ao Lago Alvorada
Sonho com a amada
No Golfe Clube, tu não sabes jogar
Cidade do Norte
No Parque de Exposição
Também fui de procurar
Só me falta um lugar
Para ti poder enxergar
Vou pro Caminho do Morro
Um Calvário e rezar
Aos pés do cristo peço e acredito
Nos teus braços parar
Ao por do sol que é lindo
Te encontrar

Ulisses Reis
07/02/2008

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Vir


Vir

Tudo em você pode ser
Vento de vida
Tudo em você pode estar
Presente no futuro
Tudo em você pode revelar
Prazeres proibidos
Tudo em você pode refletir
Curvas sensuais
Tudo em você pode constar
Teu equilíbrio sensato
Tudo em você pode querer
Ser minha manhã
Tudo em você pode vibrar
Teus orgasmos em mim
Tudo em você pode equilibrar
Teus seios magníficos
Tudo em você pode haver
Essência de mulher, aparecia de garota
Tudo em você pode vir
Para mim!

Ulisses Reis®
06/02/2008

Você


Você

Tu és esperança
Tu és paixão
Tu tiras a solidão
Tu iluminas a escuridão
Tu que é força e pressão
Tu que luta
Tu que doa
Tu só és emoção
Tu encantas o viajante
Tu surfas o coração
Tu és flor de primavera
Tu és folha de outono
Tu és garoa de inverno
Tu és luz calor e verão

Ulisses Reis®
06/02/2008

Bomba de Chima


Bomba de Chima

Serei também teu rei
Na cama, abandono o trono
Na mesa sou teu frei
E de nada reclamo
Lá, só pecado lhe darei
Ou lhe tomo
Vinho branco, deixarei
Em ti não sou estranho
Na tua gula acabarei
Em tua boca, proponho
No momento não sobrarei
Sou todo teu, não há engano
Consegue e respeitareis
Ai pergunto? Eu libriano
Se puder? Finalizareis
Teus olhos safardanos
Dizem que não escapareis
Tua força não é soprano
A voce presentearei
Teus lábios amo
Assim desfalecerei
Entregue-me tudo meu dono
Diz rápida! Precisarei
Não a mais tempo eu clamo
Sem ar, explodirei
Vicio bom e profano

Ulisses Reis
06/02/2008

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Comunicação


Comunicação

Delírio na conversação
Muita atenção
Os erros fazem à falação
Pensar é a solução
Quando há contradição
Tua resposta, irritação
Voltar à concentração
Busco tua filiação
Com minha ação
Para nossa construção
Assim em formação
Teus olhos perdição
Tua voz combinação
Nem leu a oração
Não venha com destruição
Nem comece a distorção
Ai vem à vibração
Tem a decepção
Mas a anunciação
Com nossa disposição
E unção
Vamos à consagração
Unidos à realização
Proclamamos a ressurreição
Chegamos à consumação
Acabamos em ferveção
Numa só direção
Vamos à recreação
Juntamos toda nossa sublimação
E numa junção
No quarto, copulação
Sentimos a realização
Orgasmo e atração
Descanso e satisfação
Retomar a situação
Reiniciar com felação
Amanhecer com adoração
E mais união e fornicação

Ulisses Reis®
30/01/2008

Aquecimento


Aquecimento

Com nosso entendimento
E todo o consentimento
Volta o contentamento
Valeu o mutuo conhecimento
Claro que vale o sentimento
Neste instante o aviamento
Para não ser preciso medicamento
O que fortalece e o alimento
Todo esse movimento
Livrou-nos do sofrimento
Seguimos para o empreendimento
Sólido é o pavimento
Longe fica o aborrecimento
Belíssimo ficou o momento
Houve um enriquecimento
Conheci o teu temperamento
Mas foi essencial o esclarecimento
Dedos cruzados e um juramento
Depois de um ato não ciumento
Beijos e mais beijos foram o pagamento
Tudo depende do funcionamento
Junto ao comedimento
Sem nenhum ressentimento
Assim o rescaldamento
Fez um nobre ressurgimento
Estamos em alinhamento
Pois esse descobrimento
Conduz a um comprometimento
Das partes na se sentou rebaixamento
E não houve sangramento
Mas um grande aumento
No fortalecimento
Houve e tem mantimento
Um livramento
Nunca terá adiamento
Tem que ter alçamento
E afiamento
Conosco favorecimento
Amalgama cimento

Ulisses Reis®
03/01/2008

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Sintoni-amo


Sintoni-amo

Sintonizada no corpo
Cuida e é delicada
Acertos e sacrifício
Se diz atualizada
Franca e direta
Quer ser encontrada
Não quer beijo igual
Mesmo da língua amada
Quer de boa noite
Quer o umbigo molhado
Ama ser desejada
Sabor de clichê na tem
Nem de frase feita
Quer o inesperado
Que seja rosa e orquídea
Quer ser a inspiração
Mais vai dizer que não
Depois de desenhada
Em letras e palavras
Um sorriso fundamental
Vai vir da homenageada

Ulisses Reis®
28/01/2008

Psique


Psique

Eu sonho em ser rei
Eu sonho em te ter
Eu sonho com mel
Eu sonho que irei
Eu sonho em ver
Eu sonho o possível
Eu sonho viajei
Eu sonho querer
Eu sonho invisível
Eu sonho toquei
Eu sonho em comer
Eu sonho é crível

Ulisses Reis®
24/01/2008

domingo, 27 de janeiro de 2008

Felina

Felina

Quase nua e descalça
Me tocam tuas curvas
Pingos de chuva
Sabores e cores
Circula com pernas
Apertas com coxas
Braços presos
Sede de boca
Veias e pulso
Marcaram tuas unhas
Costas sangrentas
Segredos afoitos
Mãos que contornam
Loucas historias
Palavras sagradas
Felina vitória

Ulisses Reis
25/01/2008